Um dia acordei e não havia nada de novo, nenhuma motivação.
Tomei aquele café forte pra levantar pra animar. Só acordei...
Na manhã de tristeza, toca o telefone e não quis atender.
Ao dizer alô, veio a motivação.
Fui, andei, acreditei.
Fui buscar a esperança de volta, fui andar, fui acreditar.
Dali todos os dias do café forte e amargo, fiz riso, fiz caminho.
Ia, andava, acreditava.
Nos dias quentes e frios, andei, acreditei.
A cada pessoa que vi, ouvia, encaminhava....
Mas um dia arrancaram de mim - as pessoas.
Hoje tenho sala, conforto e autonomia.
Mas não tenho você. Você que me ouvia e me fazia caminhar.
Não tenho mais o sonho de resolver, de solucionar.
Acostumada estou com ar condicionado, com os papeis sobre a mesa.
Minha preocupação é: Que roupa usarei amanhã?!
Ridículo cotiano, sem esculta, sem voz, sem som.
Medíocre humanidade! Quanta mediocridade!
As respostas não chegam, e a cada dia que se passa, longe estou do meu amor.
Longe das motivações, das lagrimas, da esculta, da solução!
Maldito ar condicionado, roupas e sapatos, cabelos também!
Quero de volta o meu amor, quero de volta o SER, quero de volta o caminho estreito.
Quero quero e quero tanto o teu amor, tuas dores e minha voz.
Quero o café amargo e voltar pra casa sabendo que ouvi, falei e encaminhei.
Maldito ar condicionado!
