Para entender e não se perder.

Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.

Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Falsas promessas para 2013.


Pensei que nesse ultimo dia de 2012 poderia postar algo que nos motivasse a vida, que nos fizessem pensar e refletir sobre tudo que erramos e acertamos, tipo esse "lance" de promessas de final de ano esperando que algo mude no próximo. Daí pensei: Hoje representa o final de um ciclo e inicio de outro. Calendário! 
Hoje as pessoas estão se conectando, enviando mensagens, trocando telefonemas emocionados, outros somente por educação, outros por interesses, outros para segurar o que se tem, ou tentar reconquistar o que fora perdido. As pessoas estão o tempo todo a procura de algo. São insatisfeitas com elas mesmas, mas buscam nos outros a mudança. Que contraditório! 
Então pensei: Não há nada de novo debaixo do sol. Não há nada que já não tenha acontecido em algum momento da história humana. Não há novo! O novo não existe. Tudo se repete. 
Então, temos o que pra festejar. Não, a pergunta correta é: O que temos pra comprar?  Quanto valemos? 
Quanta estupidez essa nossa! Não há nada de novo!
O que tenho nesse ultimo dia de 2012 é a mediocridade das compras e festejos, as mensagens melancólicas e falsas de alguns (que até me fazem rir) outros com todo amor se aproximam e sinto uma rápida verdade. Porém não há nada de novo. Festejaremos o que? 
Os planos, os sonhos, as ideias, as façanhas dessa vida, o horrores de pessoas que simplesmente passaram, pessoas novas que chegaram, mas que também não permaneceram. Uns que vem mansinho, ficaram! Os que com muita explosão chegaram, logo se foram... Não há nada de novo debaixo do sol! Tudo é repetição. 
O que vou pedir pra 2013?  
Não sei. Acho que o mesmo de todos: Felicidades, paz, amor e Feliz 2013. 
Vozes vazias, porém que como almas pedintes, clamam por dias melhores. Isso todos queremos. 
Então em vez de pedir, pedir, pedir e prometer o que não será cumprido; façamos a nossa mudança. Façamos o que podemos. Sejamos gratos. Sejamos gratos. A gratidão. 
Não quero me dá o desprazer da mentira e das vozes vazias, hoje o meu dia será a noite de reveillon que passará uma data, nos beijaremos, sorriremos, vamos nos abraçar e desejar ao nosso proximo dias melhores, se é pra fazer, façamos com a alma. Sejamos gratos. Então, vamos fujir, fujir das mentiras e promessas. Vamos agradecer a Vida. A vida está posta. Vivamos então a nossa vã repetição!!! Porque não há nada de novo debaixo do sol.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Por onde andei.



Andei por lugares alegres e tristes;
Andei por lugares de sorrisos e lagrimas;
Entre gritos e risos, eu andei. 
Me escondi muitas vezes, mas ouvia o choro do quarto ao lado.
Corri, mas isso não fechou meus olhos. Enxerguei o que não queria ver.
Caminhei, devagar. Outra hora com pressa. Fugi. 
Andei entre erros e acertos. 
Andei nos dias e noites, entre a luz e a escuridão. 
Andei pelas noites procurando resposta. No choro da madrugada, dormia enquanto não encontrava.
Andei, andei. 
Cresci, as lagrimas foram sendo evitadas. A raiva só aumentava. 
As palavras que feriam a alma, doía na pele, ardia os atos, eu vivia.
Mas cresci.
Entendi que andava sozinha. Andava. 
E quando me disseram que a dor e a lagrima voltaria, eu  disse: Sentirei, não me negarei, não fugirei.
Senti a dor, chorei as lagrimas, agi com gritos. Vivi.
Andei em caminhos com pedras que doia meus pés. Andei e nas minhas costas apontavam os julgamentos. Ouvi duras palavras, mentirosas histórias. Mas andei. 
Andei, andei. 
Entre erros e acertos, vou andando, vou seguindo. 
Entre amor e magoas, ando. Me protegendo muitas vezes, mas ando. 
O meu andar é como uma carreira que vai se adequando ao caminho. De tanto caminhar a terra batida marca o caminho, as pedras já não doem nos pés como antes...
(...) posso andar, porque o que nos importa é não parar. 
Andei, andei. 
O meu coração e alma seguem, entre risos e choros, vou andando, no caminho que eu mesmo trilhei em escolhas de lagrimas e risos. 

ps. Em lembranças de momentos que ouvi as piores palavras, quando na realidade eu precisava somente de um abraço. 


"Retenha o que for bom" 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Entre a Liberdade e a Maldade.


Estive sozinha, mas ninguém me viu.

Estive em boas companhias, mas ninguém sentiu.
Só eu. Eu e ninguém mais!
Um dia percebi, os outros, além de mim, outro dia percebi, eles dentro de mim e no terceiro dia, entendi, faço parte deles e eles de mim. 
A minha liberdade está no viver.
O que posso fazer? Posso?! Sim, posso.
A minha felicidade está na liberdade de ser.
Ser o que? O que eu quiser! Sim. Sim, o que poder ser.
Portanto que minha liberdade seja pra ti também, felicidade, vida e amor.
Pesos, julgo, padrões e normas? Elas estão ai, vive quem pode, e se viver, faça com amor e liberdade!
A minha felicidade está no pensar! Está nos dias, nas noites, mas sem solidão, sempre em partilha! 
A minha liberdade está na quebra dos padrões, está também no estudo, no conhecer, no crer e no sonhar!
A liberdade está no simples cafezinho, no teu e no meu olhar. 
A liberdade está no perceber o outro. Se reconhecer em cada ser, se cristão, umbadista, espiríta, catolico, vagabundos, vadios e vadias, prostitutas, gays, pastores e senhores. Ah! vamos nos reconhecer, somos a mesma matéria, lembra? 
A liberdade está no choro, no desespero em pensar se está distante, quando uma oração nos aproxima.
A liberdade está em tudo, basta olhar em volta.
Percebemos então as prisões, dos servos e dos senhores - presos por palavras!
A liberdade está no amor. Sim, sim e não não! 
A liberdade está em reconhecer todos os dias que não te vejo, mas te amo. 
A liberdade está no humanismo que mesmo chamado de mediocre, ali está. 
A liberdade está no olhar, no viver, no sentir.
Se certo ou errado de modo bíblico  desejemos então a verdade. Ela nos libertará! Nos liberte então, queremos viver!
"Se Cristo vos libertá, seremos verdadeiramente livres" - Se esposa, se feminista, se marxista, se insubmissa, se desobediente, se.. se... sou livre, livre sim, sou! 
Revolução da alma, venha!!! Eu quero viver, cada dia, cada felicidade, sem a maldade dos olhos, sem o peso na alma, podendo levar com minhas asas que são pés, aquilo que você Deus me dá de graça - Liberdade! Santa Liberdade! 


Se certa errada não sei! Façam suas vidas a vida pelos outros, com toda revolução e dizendo que a liberdade vale muito com toda responsabilidade VIVER! 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sede.

Sabe aqueles dias que são tão bons que não queremos que ele acabe?
Aquelas noites em boas companhias que não queremos deixa-las ir?
Aqueles sorrisos que parecem a satisfação da alma?
Aqueles abraços que dizem tudo de uma só vez?
Aquele olhar que insiste em negar?
Aqueles passos largos, pra te encontrar?
Aquela fome, aquela sede, não importa a não ser a sede.
Aquele velho dizer? Não vá, fique. Sem dizer uma palavra.
Aquele negar, que insiste, bate, bate até entrar.
Porque não deixo? Porque não posso? Porque não devo?
Insiste, insiste.
São dias, são noites, são tardes. Olho o telefone, olho o livro, o chocolate, o dia, a noite.. tudo outra vez.
São momentos, eles passam, mas a minha alma pede o tempo todo: Fique.
Não é malicia, não é desejo, não é traição. É vida! É sede! É alma!
Sede de quê? De ter, nem que seja, por um instante. Nem que seja por toda a vida. (risos)
(parte II - a Insistência cega) Insisto, insisto, mas não dá, não quero ver, quero negar, negar meu amor por ti, outra vez. Porque não passa? Passa por favor, pra que eu possa viver; as tardes, as noites, o sorriso, a sede! 
São tantas coisas na mente, mas poucas no coração.
Dizer? Já disse! Quantas vezes mais? Quantos sinais? Quantos? Diga-me! 
Estou cansada, de ser, de fazer, de chamar sua atenção. Palavras sem valor, lixo me sinto.
Insisto, não sei até quando? 
(parte III - a esperança) Mas, existe uma sede, que minha razão não consegue convencer de não ir beber.
Essa sede pode aumentar, pode ser saciada, pode! Mas sempre haverá outras. Sede!
O mundo, a tarde, a noite, o riso, a sede! Umas vem, outras vão. 
Existe um lugar, um dia, que a sede será saciada. Como será?!
A sede acorrenta meus pés. A sede me salva da dor. A mesma sede que vem, me leva por inteira quando vai.

Ps. Pior do que não enxergar, é se negar a ver.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Um momento entre vários olhares.

(Você) O despertar do cuidar, o riso que antecede o caminhar...
O encontro, o abraço, o completar do momento, o ser e a alma...
Quando, qualquer lugar é onde se deveria...
(Eu) Se deveria viver, o que podemos viver, sem maldade, sem a maldade de quem nos ver.



Que nossas almas descrevam o que há por dentro, que possam ser guiadas pela inquietude de nosso espírito, sem enxergar o mal no olhar alheio.
Que nossos olhos, possam dizer, sempre o que o nossa alma tanto pede. O saciar da sede!
Quanta sede! Quantos olhares, eu vejo você, você me ver, não há maldade em nós. Só cumplicidade. Se houver, saberemos que o instinto pede, mas nossas almas não são saciadas por tal.
O vento, o calor, o momento, o despertar do cuidado, os pés que andam ligeiros pra encontrar você, comemos, saímos, somos.
Que mais dias, venham, venham nos dá sua beleza, a beleza de estar com você.
A sede, a sede que não passa. Não quero que se vá, quero ficar, quero ficar. Mas a sede permanece na alma.
A sede está aqui, mas não quer ser saciada, para não perdemos a graça de estarmos com sede um do outro.


ps. A maldade está nos olhos de quem vê, no caso de quem lê. Que mal há entregar nossos sentimentos, quando eles são imensamente sentimentos. Que venha a vida, eu quero viver!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Melhor ficar longe, pra permanecer perto.


Hoje, no ônibus o vento quente me desconcentrava a fazer uma leitura. Mas não impediu de pensar em algumas vivencias de dias atras. Penso nas pessoas o tempo todo. Na sociedade, que como diz a personagem Gabriela : Essa sociedade é muito mentirosa! Que concordo plenamente.
Mas, não é isso que me traz ao blog. Nessa noite linda, com vento que traz frio ao meu corpo, lembro-me das pessoas, elas não saem da minha cabeça. Ao contrário permanecem. 
São sorrisos,caras e bocas. Entre tantos rostos, quantas mascaras! Quantas ideias jogadas ao vento, quantas palavras perdidas, e quantas lançadas contra pessoas que não merecem. Quantas coisas impensadas. Mas feitas, cometidas.
 Palavras, elas tem um poder tão cruel, pode nos erguer e nos derrubar. Não são só palavras, são sentimentos expressos, que gritam em nosso interior, mesmo que não seja aquilo concreto, mas devemos pensar mesmo antes das palavras saírem de nossas bocas.. mas se não der tempo... que tal pensar que também erramos. Facil falar, difícil de perdoar. Difícil de praticar. Difícil de viver. Verdade seja dita: eu vivo, se não,  melhor calar.
Hoje em uma conversa com um certo (certo mesmo) alguém, aprendi, sem falar muito, que a resposta está muitas vezes na quietude das coisas, no silêncio. Isso não me fará pior nem melhor, mas causará algo. Então que venha a causa.  
 Por que esse nivelar das coisas, padroniza-las.. pra que..se elas podem e acontecem tão naturalmente. Portanto foi pensando nas pessoas que percebi e decidi nesse instante...
...decidir ficar longe, longe de você pra te manter perto, bem perto do meu coração, porque da minha alma, você já faz parte, mas do meu coração ainda não, só perto, mas não dentro.
Penso nas pessoas, me vejo nelas, em tantas coisas, em tantas falas, no olhar, no dizer, no comer, no andar, nas falhas, nos acertos, na musica, no silêncio principalmente.
A musica na mente é Legião Urbana, quando diz: Ser livre é coisa muito séria...
(...) é mesmo, ser livre é muito coisa séria, porque nem todos sabem lidar com ela. Liberdade, tão almejada e pouco vivenciada. 
Penso nas pessoas, penso em mim nelas. Penso na diferença que somos, nas nossas decisões e imposições, nossas opiniões ridículas sobre tudo. Que canseira dá em querer ter a resposta. Que tal pensar e rir, ri de nós mesmos, rir de nossas teorias e zero de prática. Vamos parar de nos acusar, de lançar os erros, de vomitar palavras, vamos ri, em vez de magoar, em vez de querer provar nossas bobas verdades, ah, se tem duas palavras odiosas nesses dias, tem sim: realidade e verdade. Cada qual tem a sua! Não adianta, vamos rir, vamos rir da ridicularia e mediocridade que somos e de tudo que falamos e pouco fazemos. Deixemos nossas acusações, nosso drama, nossas verdades. Vamos usar a alguém que precise de nossa voz, caso não tenha, calemos então.
ps. Leia: As vantagens de ser bobo de Clarice Lispector.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ônibus Lotado de Vidas Vazias.

Ontem, dia cheio. Cheio de pessoas diferentes e distantes, olhos nos olhos, olhos sem jeito, muda a forma de ficar, muda de posição, muda a direção, evitando os olhos, quantos desconhecidos! Quantos olhares. Mas não essa a questão.
Andando, esperando, andando, vou ao lanche, o sol que esquenta na cabeça, a pressa de chegar, a fome que pede ser saciada. Vamos as outras observações!
Sabe quando estamos vivendo e algo diz dentro de nós que está tudo errado. Algo muito errado está acontecendo. Mas não em relação aos outros, mas a nós mesmos(aliás chega de pensar que a culpa é do outro). Indo no caminho e sapato apertando o pé. As pessoas olham, fingem não olhar, disfarçam, pois na verdade só querem dizer: Não estou aqui. Esqueça-me.
Os passo largos dizem: Fiquemos distantes.
Os olhos dizem: Quem é você, opa! Esqueci. Não quero conhecer.
Após muito andar, parada de ônibus, que longe. Que calor, que enfado! Espero, ônibus chegou, que trágico, um mega engarrafamento. As pessoas se esmagam ao lutar pelo lugar sentado, na janela, que confusão! Que calor, que enfado.
Olho os olhos, são olhos diferentes, cansados, dizem muito, bocas secas, pés exaustos, bolsas, pastas e mais olhos cansados, cansados do dia cheio, cheio de pessoas, de problemas, não sei, mas cheios.
Em uma hora e meia, olhava, buscava uma resposta, percebia o cansaço, como me incomodava tantos ali em pé. Pensei: Que tal se cedêssemos nosso lugar, podíamos revesar? Não.
Lembrei das sábias palavras de um alguém: Não nos ensinaram a vive coletivamente.
Tantos sofrimento. Quanta crueldade, como vivemos. Somos levados! Sem misericórdia, sem fala, com olhares vazios, bocas secas e sem esperança. Só trabalhamos, só trabalhamos. Pagamos, pagamos e sofremos. Somos tal cruéis,  somos egoístas, sozinhos.
Não queremos ceder, não queremos compartilhar. O que queremos? Mundo melhor?
Olho na janela, carros com vidros fechados, somente o motorista. Que tal oferecer uma carona? Não. Porque não nos ensinaram a viver partilhando, cedendo.
Somos reprodutores de vidas vazias, somos secos, somos frios. Porque o que temos é a busca sofrida pelo meu interesse. Ceder? Não. Pensar? O que é pensar?
Nesse momento pensei, seria possível mudar tal realidade? Se não cedemos, se nos negamos a abrir mão do nosso lugar, nosso?! É assim que vemos, falamos e no silencio dos nossos olhos dizemos uns para os outros, eu vivo minha vida, desejando a do outro que tem e o que tem deseja sempre mais, quando o que não tem, permanece e ninguém pensa nele!

Ps. reflexões sobre a escuridão que insiste em existir  por dentro. Sejamos luz!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dona de casa. Dona de quê.Nem de mim.

Já não é primeira vez que posto(não gosto dessa palavra - preferia escrevi) sobre os fazeres de dona de casa. Aqui nessa tarde quente, ao som de legião urbana, decidi por mim, vou parar um pouco, já que quase sempre não consigo ficar quieta. Nessa tarde, sem ventos, quente, como está quente! Estou aqui na melhor companhia, um gato de estimação nas pernas, e as duas cadelas olhando pra mim, como se deusa fosse, é engraçado essa relação com animais, sempre me sinto importante e bem valorizada...
(...) nessa tarde, vejo a casa, as coisas, sinto o calor da tarde, ouço a bela voz de Renato Russo, que sempre, sempre me faz refletir sobre tudo que ele diz em suas canções, é como ler a Biblia, vai me descrevendo, dizendo coisas que minha alma sabe, mas precisa ser lembrada o tempo todo.


A louça está ali, as roupas, o jantar que tenho que preparar, a casa pra varrer, tem que limpar! Tem que fazer, ele vai chegar! E eu...algo está fora de controle. Os, os, as, esse, as, isso, aquilo, a minha casa, a nossa casa, .. ah! São tantas coisas. tantas coisas pra fazer. E sabe qual minha reflexão. Porque corremos tanto, em fazer tanto, se tudo estará igual amanhã, alguém morreria em ver louça suja, o chão com poeira. Que trabalho tolo! Que bobagem essa minha corrida. Porque mesmo. Talvez seja porque sou tão ativista em tantas coisas eu isso se reflete como luta diária e caseira. (risos) Luto aqui também. Mas é luta inútil,. Que Bobagem.
Então nessa tarde, sozinha e quente, vou permanecer onde estou, com o belo som, os livros e café. Posso me render a mim mesma e deixar de me escravizar por pouco. Pra que mesmo, porque mesmo. O que eu faço pode se divido, pode sim. Opa, olha a igualdade que tanto prego, posso trazer isso pro meus dias aqui. Em vez de lutar sozinha, posso lutar coletivamente - vamos ao trabalho marido!
Esse nome "dona de casa" é a maior mentira, pois na escravidão dos dias, não somos donos nem de si mesmo. Porque o desejo de ser livre, também pesa na alma, e quem livre for, sabe que muito mais tem que carregar, pois nem sempre sabemos conviver com essa tal liberdade.
Casa, louça, chão, roupas  jantar... hoje não! Hoje eu quero me permitir, só refletir e ouvir o bom som que sai da minha alma e do meu coração.
Dona, nem de mim, imagine de casa! E certo estou que essas "coisas" incomodam e nos tiram a paz, inclusive de nós dois.
(...) e saiba que te amo. (l.Urbana)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A alma do negócio, e esse negócio tem alma?



O dia lindo, sol, hum, mensagem! Coisa boa essa coisa que eu fiz, em fazer "as pazes" com os amigos, parar de evita-los, pra depois dizer: Amigos pra que? Hum, coisa boa reconhecer nas coisas mais simples, o dia, o sol, a lua, os amigos. Momento bom esse.
Mas diante das coisas, tem as pessoas, as coisas simplesmente são, sem se preocupar, sem planos, sem ser o que foram feitas pra ser, são! As pessoas não, não são coisificadas. Elas existem, fazem a mais, ou não fazem, mas são! Se elas mesmo eu não sei, se fingimento, não cabe a nós curiar, o que cabe a mim e a você é viver. Simplesmente sendo! Sem coisas, as coisas vão sendo levadas, mas por nós, as pessoas. As coisas não se movem, não falam, não riem, não metem, quem faz isso? Nós! Sendo!
Estar em um bom lugar, com pessoas boas não sei, se ruins, não sei, mas é bom está com elas, sem ver o tempo passar, simplesmente vendo o sorriso, observando o olhar, sem perceber em que coisas nos levam ou não, opa! As coisas não se movem, nós que a manipulamos. Nós que fazemos. Então pra que culpar, pra que falar, vamos ser sendo!
Se um dia, o meu olhar, encontrar o teu, vamos ser, sem olhar pra outrem, sem ver as coisas que podem nos impedir, sem lembrar que as coisas mesmo não se movendo, nós a levamos, sempre damos um jeito de estragar a alma das coisas... se um dia eu te ligar dizendo que amo você, é porque amo, sem medo do amanhã, sem olhar se as coisas podem nos impedir. Simplesmente amo. Se amanhã ou depois, não sei. Mas amo.
Tal momento me sobreveio nessa manhã, que olho e vejo as pessoas, lembro do doce da vida: os amigos, lembro dos sorrisos, do camarão com farinha, do café e dos sorrisos. Vamos nos entregar sem medir quem nos merece, não vamos buscar respostas onde nosso olhar e nosso coração já se entregou. Vamos viver o momento de riso, vamos viver. Entregues a vida, apaixonados por todos, vivendo a intensidades das relações, vivendo, simplesmente sendo.
Ps. Aos meus amigos e companheiros que tem me proporcionado dias maravilhosos, a saber que me reconheço em cada um de vocês. 
ps.2 Lembrando, mas sem saudades dos que foram, e que pena não estarem aqui.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Eu falo: Amor e Liberdade.


O dia se foi, a noite chegou e eu tão ansiosa pra falar com alguém, esse alguém é aquele que amo, que ainda mexe com meu coração, que me incomoda, indo ou chegando, que me faz repensar, que me faz voltar, que não tem dimensão de sua importância. Bem, mas hoje estamos aqui não pra falar do que eu amo, mas pra dizer o que eu quero deixar para traz!
A cama, você, a musica, os livros na cabeceira, o gato, o cachorro, todos ali, parecia que meu mundo está dentro daquele quarto, tudo tão simples, tudo ao meu alance, parecia que eu poderia ser tudo ali. Nada me regrava. Então ouvi você dizer: Fica mais um pouco, não vamos ver TV, não vá pro Facebook, sempre perco você. Não resisti, ainda de cabelos molhados e com roupinha de dormi, deitei, olhei e pensei. É agora! Vou falar! Que momento único, vamos conversar!
Falei, falei dos casos vividos no dia a dia, das amizades falsas, das pessoas que me adulam, daqueles que olham pra minha vida (estampada) no Facebook e fazem julgamentos podres, mas a partir de suas vidas medíocres! Então, fui falando, indagando, sobre, vida, amor, casamento, infidelidade, sobre os padrões! Ah, como esperei tal momento, dizer que estou caminhando rompendo os padrões! Somo diferentes? - perguntei. Somos? O que somos? Um casal livre? Diferentes, porque? Porque andamos separados, não somos grudados, não somos padronizados? 
Ver sua cara de espanto me dizendo: Meu Deus! Como você fala!(como tenho perdido seus pensamentos, seu crescimento, sua maturidade). Estávamos ali, olhando e ouvindo minhas palavras que desesperadas corriam pra dizer: Estou aqui, ainda amo você. Não me perca! 
Assim, estou, aqui, ainda, amo, ao meu modo, com tudo que sou, mas não com o que tenho. Sou assim, existindo no outro, me vendo em você, mas distante cresço, longe sigo sozinha no meu mundo de desilusões, usando a fuga da razão, me dizendo que o tempo logo acabará com tudo. Então vamos viver! É isso. 
Ser livre, permitir o outro ser também é o ápice do amor, mas não confundamos nossa liberdade com o descaso, com o desamor. 
Sejamos assim, amo você por isso, mas não permita que eu pense que o tempo já está nos enganando, já está nos levando ao desamor.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Teoria pra que? Nossos corpos!


Penso nas teorias, penso em escrever, falo, penso, penso e nada me vem, deito, olho o teto, está vazio, sinto falta, penso, penso em amores, paixões, desilusões, lagrimas, olhares e nada mais, penso, penso, corpos distantes, desejosos, mas distantes, volto a pensar nas teorias, mas coisas do coração, teoria nenhuma responde, ciencia nenhuma pode explicar essa atração dos corpos, que ultrapassa o toque, parece tocar a alma, o espirito, o corpo é só o final.
Quem pode explicar o calor do seu corpo junto ao meu, quem pode dizer que existe além do suor, um pulsar, uma ardencia por dentro, uma loucura.. o seu toque, o meu toque, aa.. pra que pensar, pra que? Sinta o toque, o beijo, o suor, o toque, o pensar, o fazer, eu quero e voce também,(e por um segundo pensei em não escrever isso) não posso, quero expressar, quero dizer, quero falar do seu, do meu do nosso amor, que ferve, que esquece os problemas, as diferenças, simplismente toca, toca, a alma e o corpo sente.. entregue estou.
Quem pode explicar? Quem pode dizer?
Penso que as pessoas perdem tempo em brigas e confusões, em detalhes, diferenças, cuimes, ah, bobagens e confusões, quando deveriam se entregar aos momentos, se são momentos, que seja, venha, eu viverei.  Porque perder tempo, vamos nos entregar, vamos dizer, vamos fazer, vamos suar, o toque.
Quem pode explicar? Costumo dizer, que sou daquelas que vive, amo a vida e nada melhor que momentos intensos pra me fazer feliz e viva. Quem pode explicar tais coisas do coração, não há razão, nem teoria, nem ciencia que possa nos reger diante do poder da atração, do toque, o nosso momento.
Alguém pode me ler e dizer: Voce se expoe demais, daí respondo: é crime ser feliz, crime é sentir tudo isso e nada dizer, sentir essa explosão e nada falar, isso sim, poderia me deixar inquieta, saber que pessoas podem ser eu nesse momento e eu posso ser simplismente a sua vontade de ser.
Quem pode explicar?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sem vergonha de ser ..."semvergonha"

Estive pensando, das horas que passo diante das inúmeras bobagens do facebook e fofacas via msn, talvez seja por isso que as pessoas se enganam tanto comigo, quando me perguntam e se espantam com as respostas, que na sua maioria das vezes, vem rápida e sem pensar, falo, respondo e sorrio, sempre, por imaginar as caras e bocas com as respostas. Na brincadeira da madrugada, não escondo o que sou, sou eu mesma. Por isso assusto, porque sou eu mesma, sem pensar, falo, respondo, aconselho ou até destruo os sonhos, mais romanticos, portanto, ilusórios e que logo logo, se tornarão em fracassos, sim, mas esse não é o meu desabafo de hoje, aliás, nem vamos falar de paixões, porque estou bem pessimista sobre o assunto, pelos resultados das histórias com as amigas.. (risos). Assim, quem me lê, pode já perceber, que prefiro o amor, que por mais quieto que seja, é ele que move meu coração...
(...) amor, não precisa dizer, não precisa nem falar, só sentir, no olhar, no cuidado, no pisar, nos risos, nas bobagens e quando vejo você ali, sem falar, quero cuidar, quero chegar, quero dizer, mas não digo.. aaa coração que não se entrega esse meu.
Hoje aos risos com os amigos, falando de tantas coisas, e tantas mais, me lembrei do seu jantar, me lembrei do seu recado, comprar a ração da nossa amavél Duca, assim fui, deixando os amigos e as conversas, ir pra casa, chegar, lavar, cozinhar, vê você chegar, pôr seu jantar, olhar, acompanhar, ver, mas não falar, vamos sentar, vamos ver TV, vamos rir, vendo novela, falando de tantas coisas, mas nunca sobre o amor.. isso parece a melhor parte.. a parte que nos falta, o romance que tantos falam.. e nós, a nós vivemos sem, sem esse tal romance, sem as "frescuras" , sem as expectativas, é assim que vivemos, é isso que oferecemos um ao outro, o que temos, e o que somos, despidos de qualquer máscaras, rendidos a nós mesmos.. nada mais. Esse é meu amor por você, meu amor de hoje, meu amor do dia, meu amor. Sem esperar, sem promessas, sem acreditar que vai ser pra sempre e sabendo de todos os defeitos que já conheço e que ainda virão mais, essa sou eu, esse é o meu modo de dizer que amo-te, ainda, ainda, ainda, mas é assim, meu modo de amar.
ps. odeio amar você (risos). Quem me conhece, entende.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Existe razão para as coisas do coração?"

O dia cheio, cheio de coisas pra fazer, cheio de fugas, porque não quero mais pensar no que aconteceu. Desejo não pensar, desejo que essa dor passe, passe logo, vá embora, desejo que ela me deixe. Mas ao fechar os olhos, vejo os seus, dizendo: Eu t Amo.
Há dias, semanas me negava a postar, por não ter em mente o que está no coração, parace abismo, esses dois, mente e coração. Parecem não se entender, parecem lutar o tempo inteiro. Então, hoje após muitos momentos de altos e baixos, amigos, gargalhadas e confissões, ouvi alguém me dizer: Você ainda acredita se é verdade ou mentira, pesa se é? Eu não! Eu vivo o momento, vivo o hoje, o agora, sem pesar, se ele diz que me ama, que sou seu amor, eu acredito e vivo intensamente! Eu sem palavras, sorri e pensei...essa seria eu! Mas meu pesar, me fez pensar, me fez voltar, me fez não ser, não viver.
Nessa noite que após assisti um belo futebol, senti aquele sono.. que vem de mansinho, mas ao fechar os olhos, lembrei do meu pesar, lembrei e disse: Vou postar meu pensar, vou ao blog, vou ao café e ao silêncio da madrugada, dizer, que amei, me senti amada, mas não tenho certezas, só lembranças de um sonho bom.
As pessoas devem se perguntar, quem é essa Aline, como me perguntaram hoje, quantas Aline's você tem? Eu respondi: Só uma, mas em vários mundos e alguns vou me esquivando, outros me entrego, mas na realidade, estou certa que vivo um só.
Posso me contentar nesse amor, posso amar demais, ou de menos, mas amei, fui amada, depois? Deixa o depois para o amanhã!
Pena que me dá, de ver o seu sorriso longe do meu, o seu coração entregue a outro alguém, o que ensinei, de nada serviu, a paixão nos tira o folego, os pés saem do chão, e meus conselhos para que vive é: Viva, porque um dia ela passará, viva, porque eu vivi e posso dizer, vida só serve se bem vivida, bem intensa, paixão, só serve aquele que é avassaladora, aquele que nos cega, mudos e bobos. Mas com toda essa euforia, eu, Aline, essa que vos rasga o coração nessa madrugada, afirma que de todas as paixões que já vivi, é essa que tenho agora que mais me cega, que mais me tira o sossego, que me faz voltar, que me atrai, que me faz deitar e dizer: amo você.
Nessa madrugada de desabafos posso não entender essa tal sede, mas posso dizer porque você não está aqui perto de mim, porque você vive dentro de mim, faz parte da minha alma, faz parte do meu eu, que é inconstante, mas é seu. Entre o amor e desamor vou vivendo, vivendo entre surpreendentes surpresas do coração e desilusões, ao menos posso dizer, vivi, senti e vivi!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O meu eu e o seu(s)...

Dizer que não me importo, é mentira. (Acredito que todos se importam).
Dizer que sou indiferente;  é o mesmo que  dizer:  quero notícias, quero saber.
Vivo esses dias nesse impasse, nessa dúvida de defender o que sou, mas na luta de dizer o que não quero.
Minha voz, meu andar, meu falar, meu olhar, estou quente, estou fria.. estou aqui. Se me importo? Digo que não! Mas faço.. falo, grito.. ando..
É no silêncio e na calmaria, que percebo o quanto me importo, o quanto dou atenção ao que falam.
O fato de não "ligar" não quer dizer que minha dureza, não diga o contrário. Me diz, que me importo com o que falam. Ah! Que droga. Assim eu penso: Que droga, eu ligo, me importo! Não deveria. Que mente cruel comigo mesma..
E nesse turbihão de pensamentos, nessa tarde, sem café.. e no cansaço da minha alma e corpo é que percebo o quanto eu ligo.. o quanto me importo com o que falam.
Portanto, minha dureza, me faz seguir, seguir em frente, não olhando para o que falam. Mas, refletindo sobre..
Consegue entender? Eu não ligo, mas me importo, porque quando viro as costas, a mente me diz: Está certo? Está errado? Como deveria agir de verdade? Mudo? Mudarei, sim, assim, farei.. não por eles, elas.. mas por mim. Sim..por mim sim.
E nesse meu mundo, vou vivendo, sem entender das minhas ações.. justificativas eu tenho e muitas. Mas meu corpo diz o contrário.. minha fala, grita, meu corpo treme.. porque não entendo, isso é a grande questão, não tenho respostas, dessa vez, não.
Os seus.. eles, elas.. falam, falam de mim, o que falam? Será mesmo que quero saber? Melhor não.. talvez eu não tenha tanta importancia assim.. talvez já o que falam, não seja mais o eu.. e sim o seu.. o seu, ver.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um encanto...


Um dia, triste dia, sonhei assim.. que no momento de dor, desejava o alívio.
No sonho, caminhava, em meio a dor e lagrimas, caminhava, contava os segundos pra encontrar o alívio. Alguém que pudesse ouvir minha voz, alguém que pudesse enxugar minhas lágrimas, alguém, simplismente alguém. Corri depressa, querendo encontrar.
E na minha solidão, te encontrei. Você não apareceu, eu o-procurei. Encanto, encantador, onde está você?
Encontrei. O alívio, o alguém.
Me ouviu. Me encontrou. Enxugou minhas lagrimas. Encanto, encanto meu. Me deu o sorriso. Me ofereceu risos. Simplicidade. Presença. Encanto!
Os dias foram passando, a dor foi sendo esquecida. Já eu, bem acolhida, já não chorava mais, minha imaginação, buscava refúgio no meu encanto. Sonhos, encantos, surreal. Tudo imaginação! Mas bom era imaginar, sonhar, viver tal encanto.
Enquanto minha alma se enganava com o encanto, as noites foram passando, minha dor voltando e meu encanto, se encantou por outro alguém. Foi-se. Encanto, encanto meu, onde está agora?
De repente minha razão aflorou. Eu acordei. Sim, era sonho, lembra? E disse-me a razão: Porque pensar em encantos? Porque se refugiar na imaginção, nessa tão pobre ilusão? Pensa não. Vive a razão. A dura e fria razão...que opção tenho, a não ser seguir a razão...
Ah, encanto, por mais lindo que tenhas sido em meus sonhos, pura ilusão!
Por um momento de dor e lagrimas, tive a imaginação de ser possivél o encanto durar.
Mas se foi.. a vida mais uma vez, me mostra que imaginação só serve pra quem tem tempo.. dores para quem dá importancia.. e encantos são encantos.. são criados em nossa mente para nos fazer ficar longe dessa tão dura realidade, portanto se vão. Vão embora, aliás, são só encantos.
Que venha a vida, com toda a sua dureza de realidade, prefiro assim, do que o engano e o doloroso encanto.

domingo, 6 de maio de 2012

Minha resistência fala demais.


Eu, até então pensava que EU sou a objetiva, a que resolve, a que diz e a que desfaz. Sou mesmo do tipo mandona.. que chega e diz, faz e tem atitude..
Eu, sou daquelas que diz: Saia dessa! Amores, paixões? Hum.. não compensa. Saía!
Eu, a objetiva e prática, cheias de minhas razões e negações de mim mesma, digo: Não me prendo aos amores dessa vida, porque já chorei demais.
Eu, a decidida, digo: Vou seguir em frente, sem olhar para traz, vou indo, a vida tem muito pra me dá. Vou sem olhar pra traz. Amores? Paixões? Que nada. Sou objetiva, sou prática. Sou daquelas que não se prende aos sentimentos da vida.Tentando separar as coisas.. razão não se une com o coração.
Ah.. nas conversas da tarde com as amigas, na hora dos cafés é que falamos, dizemos e gritamos, nossa razão se aflora, somos fortes e corajosas, mas a nossa objetividade se esvaí, vai saíndo devagar, começamos a falar baixinho.. começamos a nos entregar... (Risos).
E nas tarde é que nos entregamos, gritamos, ao ouvir Marisa Monte, Jorge Vercilo, Djavan... e nossa razão? Onde está a objetividade, a praticidade, a dureza, a rigidez? Onde? Se esvai. Ela se foi.. somos sentimentos, somos entregues..
E o nosso coração grita, EU QUERO UM AMOR, quero alguém pra cuidar.
As frias e objetivas Aline's se vão..
O que eu sou? Uma capa de razões e fugas? Resistente ao amor? Belo amor, lindo no ínicio, doce ao meio e amargo no final. E de tão amargo, me tira o doce da lembrança do começo. Se vai.. fica o amargo na boca e no peito.
Onde está a Aline's que tem as respostas? Está aqui. Viva, firme e com respostas, belas até.
Não vale a pena a entrega, ao não ser que se viva de vez. Como diz minhas Alin's, se é pra ficar, fica de vez. De pouquinho não serve.
Minha objetividade está na minha subjetividade. Não sigo uma regra, ao contrário, quebro-as. Mas minhas respostas frias e rigidas estão voltando. Fechando meu coração aos sentimentos.. deixa eles ficarem na subjetividade que eu sou.
Porque na realidade, a Aline, fria, rigida, objetiva e fiel a razão, nada mais é um coração que precisa de um aconchego, um afago que não tem.
A minha objetividade só esconde minhas subjetividade...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Risos Sacanas.



Depois de um dia cheio.. pela manhã estudos incansavéis, choros e escritos... músicas que tocam a alma e me fazem voltar.. lágrimas..ah.. essa minha mente!
Meu amavél gato não entende minha dor, mas me faz companhia, adivinha? Quer minha atenção e eu dou! Enfim, a tarde, (trabalho) ah.. que tédio não ser mais tão útil, alías somos tão sibsitituivéis, pensando bem esse papo de que auto ajuda que somos insubstituivíes, é papo para tapar buracos e logo logo esses estão todos abertos e suturando dor novamente. A tardinha vêm com cara de diversão.. tudo ilusão, compro e penso nas contas a pagar, as vezes penso em você e só me dá vondade de chorar.. quero esquecer, quero superar, mas já não tenho tantas certezas. Vamos á diante! Vamos fingir está tudo bem, vamos rir, comer, comprar.. a aula já vai começar!
Boa aula, discursssões e discursos libertários, movimentações, ações, militância.. esqueço um pouco de você, alías, as lagrimas que pela manhã entristeceram meu rosto, aos poucos vêm... tento resistir em não pensar.
De repende, vejo o encanto dos meus dias.. amigos.. alegram meu coração e minha alma fica vazia... de qualquer dor, de qualquer agonia! Vejo.. falo... rio.. ah..alívio!
A noite chega e no passar do estresse vejo mais alguém.. amigos.. chego com pressa, como, visto e saio.. as pressas em busca de uma coisa só.. risadas sacanas, risadas da vida, risadas do ridiculo que somos, das coisas do ser humano.. risadas sacanas na bela companhia de Assis Lopes, meu amigo, meu amigo das risadas sacanas!

Frase do dia: "Coisa de cheiro, coisa de pela, não é dinheiro, não é beleza, é coisa de cheiro, coisa de música do Chico Buarque"  - pensamentos altos de Assis, falando dos amores... e encantos. (Assis Lopes)

Ps. ... eu quero um cheiro, que quero uma pele.. quero uma música do Chico Buarque pra viver...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Eu, viva.

Me pergunto, devo acreditar. Seus olhos dizem que sim, meu coração quieto está, não sabe. Minha razão, ah.. ela diz: Não! De que vale a vida sem os amores, as paixões, o intenso, a bobagem, a razão que te freia.. tudo isso parece divertido, as risadas, o choro, a inconstância, a oscilação. Devo temer o que? Não temerei, vou viver cada minutinho que a vida me dispõe sobre os sentimentos.
A minha raiva, tornou-se ira. Falei, grite, quebrei, mas voltei. Lembro da musica do Emilio Santiago, lesões corporais. Lembro da Betânia (...) eu tenho um jeito estúpido de amar, mas é assim que eu sei te amar.
A.. me perco nos momentos, mas feliz sou. Por vivê-los. Quero viver.
Isso causa incomodos.. causa dúvidas, causa questionamentos.. talvez o leitor pergunte, quem está ai? A casada, a solteira? Posso lhe dizer: A Aline, a que vive, sendo leal aos sentimentos, vivendo-os. Curtindo. Por que esconder? POrque se revestir de capas, quero a vida, quero o intenso dos dias. Quero essa tal liberdade. Quero a vida. Com todo seu lado ruim, mas quero. Com todos os males, que venha. Quero!
Por que quando eu estiver lá na frente, quero ter o prazer de saber, de viver e dizer: Eu vivi. As dores, as lagrimas, as fraquezas, a queda, o riso, a força e o levantar. Eu vivi.
Que venha a vida, eu quero ter prazer na presença das pessoas, eu quero a vida.

ps. Soou casada e por enquanto feliz. Não sei até quando, mas vou viver.
ps.2 Não acredito no para sempre... acredito no hoje.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Meu momento, meu casamento, meu café..tudo meu.

Aqui estou. Sozinha, portanto acompanhada, por alguém que me toca, mas não sinto nada.
Diante das coisas da casa, meu computador, meu café, meus livros, o silêncio. Na compania de quem me faz rir, meu gato de estimação. Que sobe em mim quando se inquieta com o barulho do teclado. Pede atenção. Morde minhas maõs, tentando me impedir, ele só quer carinho e atenção. Afago!
Sinto frio. Tenho dúvidas. Quero o toque, pelo menos do telefone. Já que o fisico não tens.
O meu café está frio. Frio está meu coração. Quente só os bichos, meu gato, minha cadela que me olha e pede carinho e atenção. Ah, que carência esses bichos! Tal como a dona.
Sinto meus livros me chamarem, a prova...são tantos autores. Ouço sua voz, marido a me chamar, não vou. A resposta, é sempre a mesma, ok. Tudo bem. Tanto faz.
Prefiro os livros, os bichos, o silêncio. O café.
O que a vida me oferece? Posso? Devo? Porque tantas perguntas? Pra que? Pra que?
Gostaria de ter coragem, de ir, ouvir o amor me chamando, e ir. Tem amor ai? Minha razão diz: Tudo ilusão. É uma fase. Casamentos tem dessas coisas. Essa monotonia, esse tédio.. é como uma musica do legião urbana (...) uma febre que não passa e meu sorriso sem graça. Assim que me sinto. Como se estivesse com uma febre dentro de mim. Porque quando estou longe, não vejo graça em nada desse meu mundo de tudo.
Amor? Onde está? Longe. Longe. Quero um sim. Quero sim. Quero viver crendo no sim. Amor? Não. Não. Longe ele está.
Aqui estou, desiludida, entediada. Vou aos meus livros, vou pro meu café. Vou.. e se o amor me chamar um dia, eu vou.
Não sinto o amor. Deveria?

sábado, 14 de abril de 2012

Minha Fossa!

 

Eita Betânia.

Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

domingo, 8 de abril de 2012

O meu grito de alívio.

Estive pensativa, estive triste, até calei.
Estive pelos cantos, procurei refúgio. Me neguei.
Ouvir, isso eu evitava, queria mesmo era falar.
Mas quando parei e chorei, alguém me disse: fale a verdade, não negue a verdade.
Mas, o que é a luz, para aquele que vive na escuridão. Se nunca a -viu?
O que é a agua para que não tem sede?
O que é comida para que não tem fome? Nada. Não significa nada. Simplismente nada.
A minha "verdade" é mentira para quem não sabe reconhecer.
Quando você chegou, abri minha vida, minha casa e acolhi. Mas com o uso da minha tão fria razão, vivi, sem oferecer tanta bondade. Não por maldade. Mas porque não posso oferecer nada mais daquilo que tenho e sou. Eu mesma. Com minha verdade. A razão.
A minha razão mais uma vez triunfou sobre o sentimento.
Mas alguém saiu ferido dessa história.
Porque optei pela razão.
O meu desejo? A verdade, a justiça, a mudança.
Mas de que adianta? Sempre o peso fica no erro, então não vou tentar provar nada a ninguém.
Simplismente vou viver. Sabendo que a minha verdade não muda a mentira de ninguém. Mesmo quando esse alguém se chame: Pai.

"Sou responsavel pelo que falo, mas não pelo que você entende"

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O tempo e as Jabuticabas ( im memoriam Tio Orlando)

O tempo e as jabuticabas

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir

estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões

de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'

O essencial faz a vida valer a pena.






Rubem Alves.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma bagunça de sentimentos..


Até que se entenda o amor, a busca é incasavel? Para mim, é.
Até que se entenda a raiva.. falta muita paciência.
Até que se dê as respostas pra essa tristeza, preciso de calma.
Até que se enxugue as minhas lagrimas, eu perdeirei toda as minhas forças.
Até que eu tenha a resposta pela falsidade que me atinge, eu já derramei minha ira.
A minha euforia chega e logo se esvai, a minha capinha de engraçada, eu retiro ao adentrar nas portas da realidade.
Quando o meu coração palpita mais forte por te ver, percebo que o amor me chama de volta e diz: Eu sou maduro e você? (porque coração não só palpita a mais quando é paixão, palpita pelos excessos, inclusive de ódio).
O meu olhar muda de acordo com meus sentimentos. Ora estou feliz, ora, triste, ora falando, ora quieta, ora o choro vem sem sentir, ora digo a mim mesma que tudo passará.
Ah, esse turbilhão de sentimentos!
O meu amor, sufoca meu ódio. O meu ódio só prevalecerá quando eu permitir. Então o meu olhar pode até mudar, mas o equilibrio interior que está nascendo, já me ensina muita coisa.
Estou indignada, sendo injustiçada. Que turbilhão de sentimentos!
Minha ira, deseja seu pescoço!
Meu amor, impede isso..(mas ainda penso que merece)
Enfim, vejo alguém...
(...) esse me enche de riso, outro de satisfação, tu de alegria, ele de paixão, outro de aconcehgo, você de incetivo, outro de abraço, outro de olhares de atenção, aquele de indagações, o outro de falsidade.
É nessa luta que me vejo todo o dia. Nesse turbilhão de sentimentos. Qual permitir? Qual deixar crescer e qual matar?
Na busca de "ser" melhor, um ser humano melhor, estou passando a me importar com coisas, pessoas e sentimentos que antes, só os - vivia. Hoje não, hoje reflito sobre eles e me pergunto, isso é bom?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Esposa sou, Puta porque não. Objeto nunca.

Os nossos dias são tão corridos, estressantes, de poucas palavras e das que se dizem, bem objetivas. Tudo que fazemos é para o bem estar da casa e das nossas coisas, mas nunca para nosso coração. Estive pensando esses dias que tem sido dias dificieis por não saber ser uma boa pessoa nas minimas coisas. Ai se inicia a batalha dentro de mim, em busca do melhor, em busca de ser no minimo "bacana".
Passamos o dia sem falar com o outro e o nosso primeiro contato por telefone as 17h é pura estupidez e grosseria. Sei que estou lhe pondo numa situação que não lhe perterce, ao contrario, pertence a minha familia, mas eu estou nessa...enfim, perdemos nossa privacidade, perdemos nossas poucas conversas e o sexo, a esse se perdeu mais ainda. No entanto tenho suportado e tentando equilibrar é que vou vivendo, certa que tudo isso vai passar.
Daí quando penso que a noite vai chegar e vou descansar e falar sobre meu dia e ouvir você, pergunto: O que há. Sua resposta: ninguém "trepa" nessa casa mais...
Sem palavras sigo, em lagrimas fico e me pergunto, ah, eu realmente sou necessaria, não pra ser esposa, mas puta.
Sirvo, para lavar, cozinhar, mediar, ser boa nora (q minha sogra não merece), ser boa filha, ser bela estudante, profissional e a noite quando vou deitar, uma puta pra servir e dane-se meus problemas. Aliás a mulher deve servir ao homem? não.
Por isso ficar on line nas madrudagas tem sido mais interessante. Porque sexo é sempre muito bem vindo e com sacanagem é bom. Portanto, lembrar que ali está um ser humano é bom.
Nem só de momentos eu vivo, por mais pratica que eu seja, preciso de alguém pra falar, abraçar e dizer: Aline, vai dá tudo certo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Público em que?

O serviço público deixa de ser ´público, desde do momento que torna-se privado as decisões e más escolhas, as más indicações. Esse tal público, é mera farsa, pois onde o público deveria ser excelência, torna-se mediocridade em decisões tomadas por outros que pouco tem acesso a "ponta" da corda que já está se rompendo.
O interesse "público" é privado, reservado e pouco interessante ao verdadeiro publico que somos nós. Alías que tipo de participação temos? Que especie de exercicio de cidadania expressamos? O Voto? Ah, esse sim, muito interessa. Mas por um pouco periodo, para que o interesse publico seja cumprido...
(...) Que possamos repensar, pensar que o DIREITO é DEVER, não favor, não "ajuda". O exercicio do trabalho publico se torna real, quando é de fato publico, transparente e de fato para o bem comum. E não de "alguns".
Penso que muitos estão rondando como urubus, os futuros candidatos, vendendo até sua alma, pensando em ocupar algum cargo e de "confiança", ah, não é por ai. Não mesmo. Que aqueles que são bajulados possam abrir os seus olhos, perceber que existe uma base ideologica, algo que temos que defender.. (pelo menos penso eu que há).
E que as decisões venham, mas que venham com os pés no chão e com o olhar firme de que quando se há boa vontade, há esperança em mudar, mas quando só há interesse proprio. Logo cairá...
Não vendo minha alma, não venda a sua!