Para entender e não se perder.

Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.

Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Momento Clarice L.

DEUS! Por que tantas perguntas me faço? Quantas direçoes estão postas diante de minha alma. Tantas coisas, quantos pensamentos, questionamento sentão? Preciso de um café então?
A mulher que sou hoje, sou porque fui ontem, rego minha alma de tantas certezas, e quando me veem esses malditos questionamentos, o que sou? pergunto? o que sou? Seria isso falta de certeza, ou momento de fraqueza? O meu café está esfriando, assim como minhs motivações, meus olhos nessa tela, me tiram o sossego que poderia ter nessa calmaria, a tarde está boa. Boa demais para sossegar minha alma. Ah, mas os meus pensamentos voam, se perdem, mas não me deixam. E se deixarem? Que serei eu? Nada.
Posso ser leve como a brisa, ou forte como tempestade. Já escrevia Clarice, no entando nessa tarde minha alma se incomoda, por não ser fraca nem forte, estou como jamais desejei ser. Morna. Detesto não ter resposta. Esperar não é muito de mim. Mas assim farei. Serei mais feliz eu sei. Minha mente diz: Espera, espera...
Detesto a ausencia de resposta - repito, detesto. Mas esperarei. Com meu café frio como minha alma, esperarei.

Eu quero um pouco de Clarice L.

Escrever, Humildade, Técnica
Clarice Lispector


Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse "estilo" (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em "humildade" refiro-me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade com técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.

Ps. Entedeu o porque de mim?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Paixão, que nada!


Quando nos apaixonamos tudo parece ser tão colorido, as coisas tem um brilho diferente, os defeitos, que defeitos? As palavras são doces, nada pode nos ferir, ah... o frio na espinha, nem se fala, que maravilha! Nada pode nos impedir, assim falamos. A saudade chega em alguns minutos, parece uma eternidade chegar o amanhã, mal posso esperar pra te ver. Tudo é tão tão imenso, intenso, prazeroso, colorido!

Os dias e meses se passam, a rotina chega. O dia-a-dia, as contas, as leis domesticas, as obrigações, os filhos (não tenho, mas pensar já cansa), as contas... contas...

Ei, chega a noite, ver você ali, me consola. Me acalma, me atrai. O sexo? Ah, sempre bom! Um alivio muitas vezes, uma saida, uma fuga? Não! Uma solução para dor de cabeça. Sim! Sim! Sim!

O amor para mim é assim, superação. É como a luta diaria, vencerei por mais 24 horas. Tudo é possivel com o amor. Com a paixão não. Pois essa é avassaladora, intensa, gostosa, surpreendente, mas, não supera, nos leva a desespero por pouco, da mesma forma que chega, quando se vai, nos leva o pouco que temos. Se faz necessario, sim, porque não? Faz bem. Mas ainda assim, decido ficar com o amor, que supera - surpreende.

Hoje, fez seis anos que estamos casados. Esperar por comemorações, não. Porque também esqueci. O amor é isso. Se fosse apaixonada, nessa hora estaria contando dores e mágoas. Estou bem. Vou continuar com meus pés firmes no amor. Mesmo sabendo que um dia toda essa racionalidade irá matar meu amor. Mesmo sabendo que o amor com os pés no chão me traz ameaças mentais, decido por ele.

O amor me mantém firme, madura, segura de mim. Sem esperar fogos, promessas, esperanças, vivo o meu hoje. Vivo feliz, porque? Simplismente por não me prometer nada. Simplismente por sermos nós mesmos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sensações...

Me pego com algumas sensações. Estranhas não são. Já as senti antes. No entanto é gostoso me fazer sentir novamente. Em tempos e tempos sinto falta.
Do que precisamos senão de algumas sensações que nos fazem esquecer por algum instante essa tão mediocre realidade, de que precisamos? Eu sou assim, preciso sempre, todos os dias dessas sensações, que me trazem o frio na espinha, que me trazem o medo de alguém saber o que sinto, que me fazem querer esconder o que já foi revelado a todos em todos os tempos. Surpresa já não é. Sou assim, desejo ser movida pela razão, mas as sensações me perseguem, correm até a mim, me fazendo acreditar que tão pouco, me faria chegar em tão alto.
Não consigo imaginar a vida sem o frio na espinha, sem a espera, sem os olhares, sem os desejos mais intensos. Como poderia viver sem a sensação de imaginar como a primeira vez? Não poderia eu esquecer tal sensação, caso esqueça, não me valeria de mais nadas as relações.
Eu sou isso. A sensação, a descoberta instigante - aquilo que é surpresa mesmo sendo velho, com desejo de se tornar novo e com uma surpreendente sensação...
A vida sem as simples sensações, são momentos monotonos, frios e intediantes.
Escolher pela intesidade é não se cansar em buscar o novo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A noite de ontem

Quando a noite chegou no dia de ontem, pareceu fim do dia, inicio de dor. Porque essa aflição me veio agora? Por que chegou com tanta força, porque arrasou meu coração? A noite chegou e levou embora a esperança da tua chegada, levou pra longe de mim, levou-te. A noite chegou e meu coração pareceu esquecer as maravilhas que já desfrutei, me chegou tão repentina e tão grosseira, que minhas forças foram sendo levadas junto com ela.. a noite foi indo e minha dor, não.
A noite de ontem, foi assim, enquanto tu chagava, me levava a esperança de te ver. Arrancava de mim a cada minuto que se passava a luz e me oferecia trevas. Aceitei em alguns instantes...e fui indo embora junto com a noite.
O dia chegou, mas minha dor estava ali. Onde iria buscar forças?
Lembre-me: O Choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer.
Não tinha frase melhor pra definir o que passei. Penso, seria tão mais facil lembrar-me disso ainda a noite, enquanto a dor estava lá. Evitaria.
Reflito, como faz falta o uso da fé e da sabedoria, que fui perdendo com o passar dos dias (e noites).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O meu mundo é diferente do seu?

Estamos diante de tantas realidades, me pergunto. Qual sou? Em que estou? Faço parte de que e quando?
Um dia todos ouvirão as mesmas historias que ouço agora? Essas historias são repetidas, eu sou repetição? Tais realidade de hoje, são as de sempre? Ou são repetições?
Um dia verão, pessoas como eu, como você, com mesmas dores, angustias, conflitos e alegrias - confusões.

Não somos muito, somos mera reproduções do que já se foi, do que será, do que um dia não mais existira.
As nossa certeza já foram de alguém, alguém que se perdeu, se esqueceu. Daí me pergunto, o que sou? Repetição? Reprodução?
Hoje o que você é. Escolher ser o que de fato é, não é facil. Ha um preço. Decidir-se por sua realidade, esse é o meu dia de hoje. Não abrirei mão.