Hoje está fazendo 1 ano que perdi um alguém. E não poderia deixar de escrever sobre.
Nessa hora daquele dia, já tinhamos ido ao velório e enterrado seu corpo.
Já tinha chorado o suficiente.
Já tinha doído tanto, aliás foram dois meses de espera por um milagre.
E foi. Sim. Claro que foi.
Porque a cada dia nossa amiga N nos trazia novas noticias, as vezes animadora, mas na maioria vagas...distantes.
Assim, não fui nenhuma vez te ver, resisti o tempo todo.
O coma, passou, você parecia melhorar milagrosamente, parecia estar indo tudo tão bem.
Sim, nossa amiga N, trazia boas noticias.
Os dias foram passando, os meses chegando.
De repente. A piora. Em uma quinta tu falara comigo pelo telefone.
Na outra tu se despediu... a piora, melhorava, parecia corroer teu corpo e as nossas esperanças.
Assim, se foi.
Na semana, andando pela casa, esperando uma boa noticia. o cordão que tanto querias, caiu do meu pescoço.
Naquele instante senti tu dizer. Eu vou.
Assim se fez.
Em uma manhã, recebi a noticia do alivio do ter sofrimento. Foi assim, que me consolaram. Foi assim, que nos consolamos.
Acreditando que esse era o seu melhor.
A nossa Fran, ia. Fechou os olhos e se entregou as cinco da manhã.
Resistente as visitas, e a dó dos outros. Preferiu ir.
Parecia escolher não viver a mercê da vontande dos outros.
Parecia desejar ser livre por conta propria.
Assim, deu seu adeus. Simplismente foi.
A sensação que ela deixou, foi que os dois meses de luta só serviram pra confirmar como seria depois do acidente. Pela liberdade que vivia, jamais seria feliz sem a tal.
Respeitei.
Chorei.
E dei meu Adeus.
Também resisti. Te ver ali, mesmo com tantas flores, com carinha de feliz, resisti.
Porque também preferi ficar com a lembrança de nossa liberdade.
E dei meu Adeus.
P.s:. Em lembrança da Francisca Maria, um ano de sua morte.
Um ano que penso na morte e tento ser melhor com os vivos.
Para entender e não se perder.
Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.
Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.
Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.
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