Andei por lugares alegres e tristes;
Andei por lugares de sorrisos e lagrimas;
Entre gritos e risos, eu andei.
Me escondi muitas vezes, mas ouvia o choro do quarto ao lado.
Corri, mas isso não fechou meus olhos. Enxerguei o que não queria ver.
Caminhei, devagar. Outra hora com pressa. Fugi.
Andei entre erros e acertos.
Andei nos dias e noites, entre a luz e a escuridão.
Andei pelas noites procurando resposta. No choro da madrugada, dormia enquanto não encontrava.
Andei, andei.
Cresci, as lagrimas foram sendo evitadas. A raiva só aumentava.
As palavras que feriam a alma, doía na pele, ardia os atos, eu vivia.
Mas cresci.
Entendi que andava sozinha. Andava.
E quando me disseram que a dor e a lagrima voltaria, eu disse: Sentirei, não me negarei, não fugirei.
Senti a dor, chorei as lagrimas, agi com gritos. Vivi.
Andei em caminhos com pedras que doia meus pés. Andei e nas minhas costas apontavam os julgamentos. Ouvi duras palavras, mentirosas histórias. Mas andei.
Andei, andei.
Entre erros e acertos, vou andando, vou seguindo.
Entre amor e magoas, ando. Me protegendo muitas vezes, mas ando.
O meu andar é como uma carreira que vai se adequando ao caminho. De tanto caminhar a terra batida marca o caminho, as pedras já não doem nos pés como antes...
(...) posso andar, porque o que nos importa é não parar.
Andei, andei.
O meu coração e alma seguem, entre risos e choros, vou andando, no caminho que eu mesmo trilhei em escolhas de lagrimas e risos.
ps. Em lembranças de momentos que ouvi as piores palavras, quando na realidade eu precisava somente de um abraço.
"Retenha o que for bom"

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