Para entender e não se perder.

Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.

Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Paixão, que nada!


Quando nos apaixonamos tudo parece ser tão colorido, as coisas tem um brilho diferente, os defeitos, que defeitos? As palavras são doces, nada pode nos ferir, ah... o frio na espinha, nem se fala, que maravilha! Nada pode nos impedir, assim falamos. A saudade chega em alguns minutos, parece uma eternidade chegar o amanhã, mal posso esperar pra te ver. Tudo é tão tão imenso, intenso, prazeroso, colorido!

Os dias e meses se passam, a rotina chega. O dia-a-dia, as contas, as leis domesticas, as obrigações, os filhos (não tenho, mas pensar já cansa), as contas... contas...

Ei, chega a noite, ver você ali, me consola. Me acalma, me atrai. O sexo? Ah, sempre bom! Um alivio muitas vezes, uma saida, uma fuga? Não! Uma solução para dor de cabeça. Sim! Sim! Sim!

O amor para mim é assim, superação. É como a luta diaria, vencerei por mais 24 horas. Tudo é possivel com o amor. Com a paixão não. Pois essa é avassaladora, intensa, gostosa, surpreendente, mas, não supera, nos leva a desespero por pouco, da mesma forma que chega, quando se vai, nos leva o pouco que temos. Se faz necessario, sim, porque não? Faz bem. Mas ainda assim, decido ficar com o amor, que supera - surpreende.

Hoje, fez seis anos que estamos casados. Esperar por comemorações, não. Porque também esqueci. O amor é isso. Se fosse apaixonada, nessa hora estaria contando dores e mágoas. Estou bem. Vou continuar com meus pés firmes no amor. Mesmo sabendo que um dia toda essa racionalidade irá matar meu amor. Mesmo sabendo que o amor com os pés no chão me traz ameaças mentais, decido por ele.

O amor me mantém firme, madura, segura de mim. Sem esperar fogos, promessas, esperanças, vivo o meu hoje. Vivo feliz, porque? Simplismente por não me prometer nada. Simplismente por sermos nós mesmos.

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