Eu, até então pensava que EU sou a objetiva, a que resolve, a que diz e a que desfaz. Sou mesmo do tipo mandona.. que chega e diz, faz e tem atitude..
Eu, sou daquelas que diz: Saia dessa! Amores, paixões? Hum.. não compensa. Saía!
Eu, a objetiva e prática, cheias de minhas razões e negações de mim mesma, digo: Não me prendo aos amores dessa vida, porque já chorei demais.
Eu, a decidida, digo: Vou seguir em frente, sem olhar para traz, vou indo, a vida tem muito pra me dá. Vou sem olhar pra traz. Amores? Paixões? Que nada. Sou objetiva, sou prática. Sou daquelas que não se prende aos sentimentos da vida.Tentando separar as coisas.. razão não se une com o coração.
Ah.. nas conversas da tarde com as amigas, na hora dos cafés é que falamos, dizemos e gritamos, nossa razão se aflora, somos fortes e corajosas, mas a nossa objetividade se esvaí, vai saíndo devagar, começamos a falar baixinho.. começamos a nos entregar... (Risos).
E nas tarde é que nos entregamos, gritamos, ao ouvir Marisa Monte, Jorge Vercilo, Djavan... e nossa razão? Onde está a objetividade, a praticidade, a dureza, a rigidez? Onde? Se esvai. Ela se foi.. somos sentimentos, somos entregues..
E o nosso coração grita, EU QUERO UM AMOR, quero alguém pra cuidar.
As frias e objetivas Aline's se vão..
O que eu sou? Uma capa de razões e fugas? Resistente ao amor? Belo amor, lindo no ínicio, doce ao meio e amargo no final. E de tão amargo, me tira o doce da lembrança do começo. Se vai.. fica o amargo na boca e no peito.
Onde está a Aline's que tem as respostas? Está aqui. Viva, firme e com respostas, belas até.
Não vale a pena a entrega, ao não ser que se viva de vez. Como diz minhas Alin's, se é pra ficar, fica de vez. De pouquinho não serve.
Minha objetividade está na minha subjetividade. Não sigo uma regra, ao contrário, quebro-as. Mas minhas respostas frias e rigidas estão voltando. Fechando meu coração aos sentimentos.. deixa eles ficarem na subjetividade que eu sou.
Porque na realidade, a Aline, fria, rigida, objetiva e fiel a razão, nada mais é um coração que precisa de um aconchego, um afago que não tem.
A minha objetividade só esconde minhas subjetividade...

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