Ontem, dia cheio. Cheio de pessoas diferentes e distantes, olhos nos olhos, olhos sem jeito, muda a forma de ficar, muda de posição, muda a direção, evitando os olhos, quantos desconhecidos! Quantos olhares. Mas não essa a questão.
Andando, esperando, andando, vou ao lanche, o sol que esquenta na cabeça, a pressa de chegar, a fome que pede ser saciada. Vamos as outras observações!
Sabe quando estamos vivendo e algo diz dentro de nós que está tudo errado. Algo muito errado está acontecendo. Mas não em relação aos outros, mas a nós mesmos(aliás chega de pensar que a culpa é do outro). Indo no caminho e sapato apertando o pé. As pessoas olham, fingem não olhar, disfarçam, pois na verdade só querem dizer: Não estou aqui. Esqueça-me.
Os passo largos dizem: Fiquemos distantes.
Os olhos dizem: Quem é você, opa! Esqueci. Não quero conhecer.
Após muito andar, parada de ônibus, que longe. Que calor, que enfado! Espero, ônibus chegou, que trágico, um mega engarrafamento. As pessoas se esmagam ao lutar pelo lugar sentado, na janela, que confusão! Que calor, que enfado.
Olho os olhos, são olhos diferentes, cansados, dizem muito, bocas secas, pés exaustos, bolsas, pastas e mais olhos cansados, cansados do dia cheio, cheio de pessoas, de problemas, não sei, mas cheios.
Em uma hora e meia, olhava, buscava uma resposta, percebia o cansaço, como me incomodava tantos ali em pé. Pensei: Que tal se cedêssemos nosso lugar, podíamos revesar? Não.
Lembrei das sábias palavras de um alguém: Não nos ensinaram a vive coletivamente.
Tantos sofrimento. Quanta crueldade, como vivemos. Somos levados! Sem misericórdia, sem fala, com olhares vazios, bocas secas e sem esperança. Só trabalhamos, só trabalhamos. Pagamos, pagamos e sofremos. Somos tal cruéis, somos egoístas, sozinhos.
Não queremos ceder, não queremos compartilhar. O que queremos? Mundo melhor?
Olho na janela, carros com vidros fechados, somente o motorista. Que tal oferecer uma carona? Não. Porque não nos ensinaram a viver partilhando, cedendo.
Somos reprodutores de vidas vazias, somos secos, somos frios. Porque o que temos é a busca sofrida pelo meu interesse. Ceder? Não. Pensar? O que é pensar?
Nesse momento pensei, seria possível mudar tal realidade? Se não cedemos, se nos negamos a abrir mão do nosso lugar, nosso?! É assim que vemos, falamos e no silencio dos nossos olhos dizemos uns para os outros, eu vivo minha vida, desejando a do outro que tem e o que tem deseja sempre mais, quando o que não tem, permanece e ninguém pensa nele!
Ps. reflexões sobre a escuridão que insiste em existir por dentro. Sejamos luz!
Para entender e não se perder.
Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.
Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.
Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.
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