Para entender e não se perder.

Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.

Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Entre o meu falar e o teu silêncio.


As minhas palavras falam o que minha alma quer dizer,
Enquanto falo sou condenada, sem o direito a defesa, sou condenada.
As minhas lágrimas caem, nessa noite fria, sem o calor teu, sofro teu silêncio.
Antes era doce, mansidão, brisa. Hoje é tempestade. Isso não funcionará. 
Eu que sou tempestade, como poderei viver sem sua brisa?
O seu silêncio me mata aos poucos, que antes só me feria, hoje causa mais dor, me afasta também e me faz desacreditar no novo, me causa desespero seu silêncio, seu olhar me diz: fora daqui!
O meu falar me condena e me entrega a solidão, solidão essa que escolhi. Sozinhos estamos até o dia que quisermos! 
O meu falar me entrega a minha própria condenação... minhas lagrimas caem e não há que as-enxugue.
O meu falar é a culpa, o erro, o peso. 
O meu falar mais uma vez dita as regras - quanta condenação em minha alma! 
O meu falar te afasta do meu amor, ah! meu grande e único amor. 
Sei que perderei esse amor, um dia ele não mais existirá, passará! Eu escolho o meu falar! 
O meu falar é o que sou, o que tenho, minha verdade, minha essencia, não posso mudar, não seria leal comigo. 
Seguirei o meu falar, falo porque ainda acredito, no dia que eu calar, deixei de amar e de ser o que sou, morrer em silêncio não é minha escolha. Morrerei no grito! 
Minhas palavras causam: proximidade ou distancia, porém causam. O silêncio não há em mim. O que existe é o que sou, um grito, uma fala, por amo demais quem tanto odeia o que faz de mim o que sou... as palavras. Se é o que falo ou como falo, não importa... porque o que serve a quem me acusa é qualquer tom, qualquer fala... 
Escolho a mim mesma, falo...falo... amo ao meu modo, no meu modo de falar e sentir a vida, mas amo! Porém de nada me serve a vida com seu silêncio, somos a distancia, somos abismo, somos a fala e o silêncio que expressa amores e dores....
Eu escolho o meu falar. No dia do meu silêncio, podem ter certeza que uma parte de mim se foi, não haverá mais vida. 

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