As minhas palavras falam o que minha alma quer dizer,
Enquanto falo sou condenada, sem o direito a defesa, sou condenada.
As minhas lágrimas caem, nessa noite fria, sem o calor teu, sofro teu silêncio.
Antes era doce, mansidão, brisa. Hoje é tempestade. Isso não funcionará.
Eu que sou tempestade, como poderei viver sem sua brisa?
O seu silêncio me mata aos poucos, que antes só me feria, hoje causa mais dor, me afasta também e me faz desacreditar no novo, me causa desespero seu silêncio, seu olhar me diz: fora daqui!
O meu falar me condena e me entrega a solidão, solidão essa que escolhi. Sozinhos estamos até o dia que quisermos!
O meu falar me entrega a minha própria condenação... minhas lagrimas caem e não há que as-enxugue.
O meu falar é a culpa, o erro, o peso.
O meu falar mais uma vez dita as regras - quanta condenação em minha alma!
O meu falar te afasta do meu amor, ah! meu grande e único amor.
Sei que perderei esse amor, um dia ele não mais existirá, passará! Eu escolho o meu falar!
O meu falar é o que sou, o que tenho, minha verdade, minha essencia, não posso mudar, não seria leal comigo.
Seguirei o meu falar, falo porque ainda acredito, no dia que eu calar, deixei de amar e de ser o que sou, morrer em silêncio não é minha escolha. Morrerei no grito!
Minhas palavras causam: proximidade ou distancia, porém causam. O silêncio não há em mim. O que existe é o que sou, um grito, uma fala, por amo demais quem tanto odeia o que faz de mim o que sou... as palavras. Se é o que falo ou como falo, não importa... porque o que serve a quem me acusa é qualquer tom, qualquer fala...
Escolho a mim mesma, falo...falo... amo ao meu modo, no meu modo de falar e sentir a vida, mas amo! Porém de nada me serve a vida com seu silêncio, somos a distancia, somos abismo, somos a fala e o silêncio que expressa amores e dores....
Eu escolho o meu falar. No dia do meu silêncio, podem ter certeza que uma parte de mim se foi, não haverá mais vida.

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