Para entender e não se perder.

Ser realmente o que se é, gera conflitos. Falar o que pensa, traz consequencias, muitas vezes inimigos. Agir sem abrir mão da auteticidade, nos leva ao crescimento, no entanto divide as opiniões.
Mesmo que haja um preço a pagar por ser quem eu sou, vivo.
Podem me pedir até a morte, mas nunca, jamais me peça que eu não seja eu mesma.

Destinado a pessoas mau compreendidas por serem simplismeste quem são. Não sendo uma mediocre reprodução falsa dessa realidade imposta, onde divide e massacra uns aos outros.
A guerra é essa: Seja Você.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A SUPERIORIDADE natural de SER mulher.

Estive pensando enquanto desempenhava algumas tarefas em casa, tipo: coisas específicas como limpar o armário, pôr roupas no sabão, limpar e arrumar o quintal e tantas coisinhas que acabam enchendo o dia, é isso eu faço diariamente! Na maioria das vezes não faço com peso, faço por mim, mas mesmo assim.... elas pesam!
Enquanto o pensamento vinha eu fazia, desempenhava o tal papel feminino, de maneira machista digo: o papel da mulher. Temos um papel? Viver isso é peça de teatro? Encenação? As tarefas de casa sempre me lotam o dia, me deixam exausta e bem estressada e por mais que eu afirme que estou tentando fazer com prazer é difícil fazer só quando existe o tal prazer, ou seja, romper com a obrigação. O papel da mulher?!
As tarefas vem e no outro dia ali estão novamente. Isso me fez pensar sobre a especificidade no que fazemos e que nossos maridos, namorados, homens não fazem. Lembrei do programa que vai ao ar: Mundo sem mulheres. Cara! a mulher é essencial... pra lavar, passar, cuidar das crianças e do marido! Absurdo e o quanto ridículo. Enfim.. vamos a mim. 
Ai, estou eu entre muitas pessoas e esculto um cara extremamente conservador dizer que a mulher deve ser submissa e que seu marido deve honra-la. Hum, de novo pensei: submissa a quem? Já não basta a não igualdade, a opressão diária e a falta de tarefas desempenhadas de forma que nenhum nem outro seja diminuindo?! Correção aos que não conhecem o Movimento Feminista, nós não defendemos a rebaixamento do homem, o que lutamos é contra uma sociedade machista e que haja igualdade de direitos entre homens e mulheres! 
Volto a minha vida, estão ali as tarefas! O arroz delicioso, as roupas lavadinhas, a casa cheirosa e? Você paga as contas! Papel nosso de cada dia... 
Todos seres humanos tem seu lugar e o seu é onde você escolher, eu não quero flores, nem um belo jantar a dois, até mesmo porque a louça sobra pra quem? O que queremos é a igualdade entre os dois. Eu não preciso ser submissa pra ser livre na minha vida a dois, o que eu preciso é ama-lo e ponto final. Ama-lo como eu amo já serve, já acontece, não há submissão sem que haja liberdade, então deixemos esse pensamento machista que usa a Biblia só pra dizer que é superior a mim, quando na realidade sem mim você é incompleto.

ps. Ao meu marido que não me obriga, não me regra e que não me submete a submissão.
 Eu me sinto amada sem precisar obedecer. 

sábado, 2 de março de 2013

O peso de mim.


Quando estou muito mal sinto uma necessidade absurda de escrever, falar, de algum modo expressar;
Penso que as coisas deveriam ser do meu modo, do meu jeito, a minha vontade;
Percebo em pouco tempo que nada pode ou deve ser do meu modo ou meu jeito;
Penso que se fossem isso só aumentaria minha dor, meu tormento, meu desequilíbrio; sim! eu disse desequilibrio...
As pessoas tem a mania de fingir, eu tenho a mania de ser.. como isso me faz mal!
A minha alma não se aquieta, não sabe o que a calmaria.. ao contrário é impetuosa, sempre tempestade!
Estou cansada!
Cansada de falar, de fazer, de Ser!
Estou aqui, perto, presente, falando e fazendo.. mas minha alma sem sossego continua, pesada e inquieta!
Pesada, pesada e cheia de tormentos.
Onde está a Tua Paz? Onde posso encontra-la!
Falar em crenças e escolher um Deus é fácil, dificil é vive-lo, desfrutar em atos tal paz.. não consigo!
Isso sou, tão eu que esqueço dEle.
Assim pesada estou, cheia de dores na alma, sem perdão.. sem a tal "positividade", sem respostas e cansada de ser EU.. isso é pesado.
Por essa tarde é só...


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Maldito ar condicionado.

Um dia acordei e não havia nada de novo, nenhuma motivação.
Tomei aquele café forte pra levantar pra animar. Só acordei...
Na manhã de tristeza, toca o telefone e não quis atender.
Ao dizer alô, veio a motivação. 
Fui, andei, acreditei.
Fui buscar a esperança de volta, fui andar, fui acreditar.
Dali todos os dias do café forte e amargo, fiz riso, fiz caminho.
Ia, andava, acreditava.
Nos dias quentes e frios, andei, acreditei. 
A cada pessoa que vi, ouvia, encaminhava....
Mas um dia arrancaram de mim - as pessoas.
Hoje tenho sala, conforto e autonomia.
Mas não tenho você. Você que me ouvia e me fazia caminhar.
Não tenho mais o sonho de resolver, de solucionar.
Acostumada estou com ar condicionado, com os papeis sobre a mesa.
Minha preocupação é: Que roupa usarei amanhã?!
Ridículo cotiano, sem esculta, sem voz, sem som.
Medíocre humanidade! Quanta mediocridade! 
As respostas não chegam, e a cada dia que se passa, longe estou do meu amor.
Longe das motivações, das lagrimas, da esculta, da solução!
Maldito ar condicionado, roupas e sapatos, cabelos também!
Quero de volta o meu amor, quero de volta o SER, quero de volta o caminho estreito. 
Quero quero e quero tanto o teu amor, tuas dores e minha voz.
Quero o café amargo e voltar pra casa sabendo que ouvi, falei e encaminhei.
Maldito ar condicionado! 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rápido demais.


Penso que o homem já é. Não será.
Penso que ele é. Não muda.
Penso que tem disposição. Mas não chega lá.
Penso que tem motivações. Mas tem as circunstâncias.
Penso que tem amigos. Mas são os colegas que o- fazem rir.
Penso que tem amores. Mas são as paixões que cegam.
Penso que tem a razão. Mas a emoção que diz.
Penso que tem eu, tem você. Mas de nada vale se não for aquele.
Penso que tem "isso" e  "aquilo". Mas prefere o sei lá.

Eu penso que tudo passa. E sempre passará! 
Nisso penso e sei que vivo. Tudo passará. Não há duvidas no seu passar. 



Aline Matos.
Pensando nos ciclos e o quanto forçamos o seu terminar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Entre o meu falar e o teu silêncio.


As minhas palavras falam o que minha alma quer dizer,
Enquanto falo sou condenada, sem o direito a defesa, sou condenada.
As minhas lágrimas caem, nessa noite fria, sem o calor teu, sofro teu silêncio.
Antes era doce, mansidão, brisa. Hoje é tempestade. Isso não funcionará. 
Eu que sou tempestade, como poderei viver sem sua brisa?
O seu silêncio me mata aos poucos, que antes só me feria, hoje causa mais dor, me afasta também e me faz desacreditar no novo, me causa desespero seu silêncio, seu olhar me diz: fora daqui!
O meu falar me condena e me entrega a solidão, solidão essa que escolhi. Sozinhos estamos até o dia que quisermos! 
O meu falar me entrega a minha própria condenação... minhas lagrimas caem e não há que as-enxugue.
O meu falar é a culpa, o erro, o peso. 
O meu falar mais uma vez dita as regras - quanta condenação em minha alma! 
O meu falar te afasta do meu amor, ah! meu grande e único amor. 
Sei que perderei esse amor, um dia ele não mais existirá, passará! Eu escolho o meu falar! 
O meu falar é o que sou, o que tenho, minha verdade, minha essencia, não posso mudar, não seria leal comigo. 
Seguirei o meu falar, falo porque ainda acredito, no dia que eu calar, deixei de amar e de ser o que sou, morrer em silêncio não é minha escolha. Morrerei no grito! 
Minhas palavras causam: proximidade ou distancia, porém causam. O silêncio não há em mim. O que existe é o que sou, um grito, uma fala, por amo demais quem tanto odeia o que faz de mim o que sou... as palavras. Se é o que falo ou como falo, não importa... porque o que serve a quem me acusa é qualquer tom, qualquer fala... 
Escolho a mim mesma, falo...falo... amo ao meu modo, no meu modo de falar e sentir a vida, mas amo! Porém de nada me serve a vida com seu silêncio, somos a distancia, somos abismo, somos a fala e o silêncio que expressa amores e dores....
Eu escolho o meu falar. No dia do meu silêncio, podem ter certeza que uma parte de mim se foi, não haverá mais vida. 

Malditos homens.



O silêncio que chega, 
Os olhos que evitam,
A fala que teme. Assim me sinto diante de tantas farsas.
Somos um grande circo? Que ofensa aos artistas! Não! Somos produtos, objetos, somos tão descartáveis. 
Servimos de que? Nos parece que não servimos!
O silêncio. Os olhos. A fala.
A inquietude, a ansiedade. 
Assim me sinto. Longe de tudo, perto de todos. 
O que virá? 
Que caminho? 

Não temos as respostas para o dia mau, mas temos a resposta para uma vida inteira. A de afirmar sem medo alguns, que somos malditos, falsos, interesseiros, traiçoeiros, por isso descartáveis   
O homem e sua maldade que não tem fim. O homem e seu poder que lhe tira a paz, mas lhe dá "fieis" amigos, lhe dá o conforto de ordenar! O homem e sua vã ideia que PODE TUDO. Quão miserável e malditos és! O bem não se faz, porque se escolhe o caminho do poder, de escolher e de lançar fora o produto já usado. O que somos? Malditos homens!!!
Quando se escolheu, não se pensou. Só se pagou o favor. A troca! Isso que somos e fazemos, trocamos favores, trocamos interesses! Malditos homens!

E nessa inquietude, vou seguindo. No silêncio percebo o grito da alma. 
Posso dizer: Não merecemos essa miséria, essa maldição: a de perceber por um fio, dependente de meros homens incapazes, miseráveis e malditos, onde defendem os seus malditos interesses.

A maldade humana não tem limites!